7.2.10

Inferno Astral

Ando pensando demais...


Tenho muitas dúvidas com essa coisa de ser como a gente é, sabe. Não acho essa teoria válida todo o tempo. Acho que na maioria das vezes a gente exerce os personagens sociais que nos são dados. Logo, estabelecem que uma é a doce e meiga, que uma é guerreira, outra reclamona, outra forte, mais uma fria, uma que reclama demais, outra que é fria e pouco se importa com qualquer coisa, e assim seguimos. E aceitamos. Em outras palavras, a gente é quem nos dizem que somos.
E por aceitarmos acabamos por nos obrigar a sempre exercer aqueles papéis. Logo, se vc é a otimista, não pode se dar ao luxo de ver o lado negativo de uma situação e se vc é forte e fria não pode dar margem a fragilidade nunca.
Talvez aceitemos esses papéis por preguiça. Ou por achar que não adianta mudar, as pessoas vão continuar nos atribuindo as características de sempre, e suas ações destoantes vão ser sempre tratadas como exceções.
Ou ainda - e aqui trago pro texto um relato paranóico e possivelmente fantasioso - pessoas a quem são dados personagens "bons" lutam para manter sua imagem pública. Logo, não estranhe se perceber uma atitude inescrupulosa fantasiada de sorriso inocente e bondade suprema, ou se ver supostas desculpas apoiadas na vontade de acertar e no bem comum. Acredite, pessoas muito boas são plenamente capazes de usar o bem comum para te f*der.

Ou não. Ou eu posso estar enganada. - aprendi isso com Tess, vendo BBB esses dias, haha.

E como tô achando esse meu discurso todo muito digno de ser ouvido na voz da participante mais chata e mais prolixa do BBB10, vou parar de divagar.


Ademais, não ando bem... impressionante a semelhança dos dias que antecedem a data do seu nascimento com uma TPM descabida e fora de hora, né?!

E tava tomando banho ainda pouco e lembrei de um filme que vi faz uns 10, 15 anos. Joguei no google e descobri que se chama "Como Fazer Carreira Na Publicidade". Conta a história de um homem que tinha um furúnculo no ombro que crescia, crescia, até que ficou do tamanho da cabeça dele e falava com ele. Quando o furúnculo se tornou insuportavelmente chato, ele foi ao médico retira-lo, e depois de uma discussão o furúnculo convence o médico que a cabeça seria ele, e o médico corta a cabeça e deixa o furúnculo assumir o corpo.
Faz sentido.. faz todo o sentido!
Não lembro o fim do filme, mas.... será que as pessoas que conviviam com o cidadão em questão perceberam que outra personalidade tinha assumido o corpo existente?



E vou dormir pra parar de falar e pensar aleatoriedades.

0 jogue tudo pro alto!: